Última atualização: junho de 2026 · Revisto pela equipa da Pogi's Pet Supplies
Se o teu cão deixa a sala a cheirar como um balneário misterioso mesmo depois do banho, não és a única pessoa a tentar resolver este enigma. Muitos cães parecem transportar odores que ficam entranhados, por mais vezes que os laves.
Por vezes, é apenas o teu patudo que encontrou algo repugnante onde rebolar lá fora. Noutras ocasiões, o cheiro pode indicar problemas mais sérios, como infeções da pele, problemas nos ouvidos ou doença dentária. Até a alimentação e o estado da pele do cão podem contribuir para esse mau cheiro persistente.
Este artigo vai ajudar-te a identificar as causas mais comuns do mau cheiro canino e apresentar soluções simples, aprovadas por veterinários, para impedir que o odor invada a tua casa. E sim, também falaremos de aliados para o dia a dia, como toalhitas suaves que facilitam a vida entre banhos.
Então, porque é que o teu cão cheira tão mal? Vamos descobrir.
Razões comuns para os cães cheirarem mal
Má higiene dentária

Poucas coisas esvaziam uma divisão tão depressa como um cão com mau hálito. Embora seja tentador culpar os croquetes da noite anterior, o verdadeiro culpado costuma ser a má higiene dentária. A acumulação de placa bacteriana e tártaro cria o ambiente ideal para a proliferação de bactérias e, com o tempo, provoca irritação das gengivas e infeções que fazem o teu cão cheirar mal.
Nas fases avançadas, o problema vai muito além de um simples odor desagradável. A doença periodontal pode causar pus em redor das gengivas, salivação com mau cheiro e até dor ao mastigar. O mais traiçoeiro é que nem sequer os cães com dentes aparentemente brancos estão a salvo. Os estudos mostram que 80 a 90 por cento dos cães com mais de três anos desenvolvem alguma forma de doença periodontal, sobretudo as raças mais pequenas com dentes apinhados.
Quando ignorada, a doença dentária não causa apenas mau hálito. As bactérias da boca podem entrar na corrente sanguínea e provocar infeções noutras partes do corpo. A escovagem regular, os cuidados dentários veterinários e os brinquedos de mastigar seguros não servem apenas para manter o hálito fresco; protegem a saúde do teu cão a longo prazo.
Infeções dos ouvidos
Se já reparaste que os ouvidos do teu cão libertam um odor azedo ou semelhante a queijo, talvez não estejas apenas a cheirar sujidade. As infeções dos ouvidos são uma das causas mais comuns do mau cheiro nos cães e podem originar um odor persistente difícil de ignorar.
As raças com orelhas caídas, como os Cocker Spaniels ou os Basset Hounds, são especialmente propensas porque os seus canais auditivos retêm calor e humidade, criando o ambiente perfeito para a proliferação de bactérias e leveduras.
Muitas vezes, verás os sinais antes de o cheiro se tornar insuportável. Abanar a cabeça, coçar-se constantemente, vermelhidão no interior do ouvido ou secreções são sinais de alerta. Sem tratamento, estas infeções podem causar dores intensas e problemas auditivos prolongados, por isso é importante não as desvalorizar como se fossem apenas um mau cheiro.
Limpar regularmente os ouvidos com produtos suaves pode ajudar a reduzir a acumulação de resíduos, mas, quando surge uma infeção, os remédios caseiros raramente resolvem o problema.
Os veterinários costumam receitar soluções medicamentosas com ingredientes como clorexidina para combater bactérias, miconazol para tratar infeções por leveduras e fitoesfingosina para restaurar a barreira natural da pele. Em alguns casos, utiliza-se pramoxina para acalmar a irritação e proporcionar alívio rápido ao teu patudo. Estes produtos podem parecer muito clínicos, mas costumam ser mais económicos do que uma sucessão interminável de produtos de limpeza de venda livre, porque tratam a origem da infeção em vez de se limitarem a disfarçar o odor.
Problemas nas glândulas anais
Estás a relaxar no sofá quando, de repente, o teu cão salta para o chão e começa a arrastar o rabo pela carpete. Pouco depois, sentes um odor intenso a peixe que nenhum ambientador consegue disfarçar. Esse cheiro vem frequentemente das glândulas anais, dois pequenos sacos situados imediatamente no interior do ânus do teu cão.
Normalmente, estes sacos esvaziam-se de forma natural durante a defecação, mas, quando isso não acontece, podem ficar obstruídos ou infetados. Esta acumulação causa o característico odor a peixe, acompanhado por sinais evidentes de desconforto, como lamber excessivamente a zona, arrastar o rabo ou ter dificuldade em sentar-se confortavelmente.
Nos casos ligeiros, o veterinário pode simplesmente esvaziar as glândulas para aliviar a pressão. As infeções crónicas podem exigir antibióticos, ajustes alimentares ou até cirurgia. Se o teu cão cheira mal desta forma específica, é melhor não tentares recorrer a remédios caseiros. Um veterinário pode proporcionar alívio rápido ao teu companheiro de quatro patas e, ao mesmo tempo, excluir outros problemas de saúde subjacentes.
Infeções da pele ou alergias
Já reparaste num cão que cheira a mofo mesmo logo depois do banho?
Esse odor persistente costuma indicar problemas de pele, e não sujidade superficial. As infeções bacterianas ou a proliferação excessiva de leveduras na pele podem deixar o pelo do teu cão oleoso, descamado e malcheiroso, originando um odor desagradável que não desaparece facilmente com a lavagem.
Estes problemas de pele estão frequentemente associados a alergias subjacentes, sejam elas causadas por alimentos, pólen ou até pelo pó doméstico. Quando um cão sofre de comichão crónica, vermelhidão ou queda de pelo, a irritação constante enfraquece a barreira cutânea e facilita a propagação de bactérias e leveduras.
Nas raças com pregas profundas na pele, como Bulldogs ou Shar-Peis, o problema pode ser ainda pior. As pregas retêm calor e humidade, criando o ambiente perfeito para o desenvolvimento de infeções.
Se a pele do teu cão cheira mal ou apresenta sinais de irritação, é essencial levá-lo ao veterinário. O tratamento pode incluir champôs medicamentosos, cremes antifúngicos ou o controlo das alergias através de alterações na alimentação e no ambiente. Tratar cedo estes problemas de pele não só reduz o mau cheiro, como também torna a vida do teu patudo muito mais confortável.
Alimentação e digestão

Por vezes, a causa do odor de um cão nem sequer está no exterior. Começa no que colocas na sua taça. Uma alimentação pobre, repleta de ingredientes de enchimento, aditivos artificiais ou proteínas de baixa qualidade, pode perturbar a digestão e causar gases malcheirosos, fezes com um odor desagradável e até um pelo que liberta mau cheiro.
As intolerâncias alimentares também desempenham um papel importante. Os cães sensíveis a ingredientes comuns, como cereais, frango ou lacticínios, podem desenvolver problemas de pele juntamente com perturbações digestivas, o que apenas agrava o odor geral.
Se o teu patudo tem gases recorrentes, comichão na pele ou um pelo baço com um odor persistente, a alimentação pode ser a causa escondida.
Mudar para uma alimentação equilibrada e de elevada qualidade costuma fazer maravilhas tanto pela saúde como pelo cheiro. Um veterinário pode ajudar a identificar possíveis sensibilidades alimentares através de dietas de eliminação ou testes, facilitando a escolha de ingredientes que favoreçam uma digestão saudável e reduzam o mau odor a partir do interior.
Patas sujas ou bactérias do exterior
Podes dar banho ao teu cão e vê-lo voltar a cheirar mal depois de uma única brincadeira no jardim. Esse odor persistente começa muitas vezes nas patas. Cada passo no exterior implica contacto com poças, terra e até dejetos de animais, que transportam bactérias que aderem à pele e ao pelo do cão.
Já dentro de casa, essas bactérias libertam compostos que criam o clássico “cheiro a cão molhado”, sobretudo quando as patas permanecem húmidas.
Os passeios à chuva e as épocas de lama agravam ainda mais o problema, pois a humidade proporciona às bactérias e leveduras o ambiente perfeito para proliferarem. O resultado é um cheiro a mofo que pode passar das patas para as carpetes, os móveis e até para o pelo do teu cão se não for controlado.
Limpar regularmente as patas pode ajudar muito a evitar a acumulação de bactérias e a reduzir o mau odor. Toalhitas suaves ou um enxaguamento rápido depois de brincar no exterior ajudam a remover a sujidade antes que se entranhe, mantendo o teu patudo e a tua casa mais frescos.
Cuidados de higiene ou banhos pouco frequentes
Quando os cuidados de higiene são adiados, o pelo do teu cão torna-se um íman para sujidade, oleosidade e alergénios. Com o tempo, estes acumulam-se na pele e no pelo, criando um odor que persiste mesmo depois de uma limpeza rápida com toalhitas. Um cão que não é escovado ou lavado com a frequência necessária acaba por cheirar mal simplesmente porque o pelo não recebe a manutenção adequada.
Mas este problema também tem outro lado. Os banhos demasiado frequentes removem os óleos naturais que mantêm a pele do teu cão saudável. Isto pode causar secura, irritação e até infeções secundárias, cada uma com o seu próprio odor desagradável.
O objetivo não é dar banhos de menos nem de mais, mas encontrar a frequência ideal para a raça, o nível de atividade e o tipo de pelo do teu cão.
A escovagem regular entre banhos ajuda a reduzir os odores, mantém o pelo mais saudável e permite-te detetar precocemente sinais de problemas de pele ou dos ouvidos. Com a rotina certa, o teu patudo fica confortável e não traz aquele cheiro persistente para dentro de casa.
Problemas de saúde subjacentes
Por vezes, o odor de um cão não tem absolutamente nada que ver com sujidade ou falta de higiene. Se o teu patudo tem um cheiro invulgar mesmo depois de banhos e limpezas regulares, a causa pode ser um problema de saúde mais profundo.
Doenças como diabetes, doença renal ou perturbações metabólicas podem alterar o cheiro corporal do cão, originando odores que variam entre doce, azedo ou até semelhante a amoníaco.
Estes odores são mais do que desagradáveis; são muitas vezes a forma de o organismo indicar que algo está errado no interior. Por exemplo, a doença renal pode fazer com que o hálito cheire a urina, enquanto a diabetes pode provocar um odor enjoativamente doce.
Se o cheiro do teu cão não melhorar com os cuidados habituais, é importante não o desvalorizares como se fosse apenas uma característica peculiar.
Em vez disso, encara-o como um sinal para marcares uma consulta com o veterinário. Tratar cedo estes problemas subjacentes pode não só eliminar o odor, mas também proteger a saúde geral do teu cão.
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Como eliminar o mau cheiro do cão?
1. Limpa-o com toalhitas hipoalergénicas para cães (Pogi's)

Uma das principais razões pelas quais os cães cheiram mal é a acumulação da sujidade do dia a dia. Restos de comida, baba, pólen e sujidade acumulam-se frequentemente nas patas, na barriga e em redor da boca do teu cão. Se não forem removidos, transformam-se num odor persistente. A limpeza regular com toalhitas ajuda a eliminar estas partículas antes que causem problemas.
Os banhos nem sempre são práticos, sobretudo para cães que não gostam de água ou durante os meses mais frios. É aqui que as Toalhitas para cães Pogi's se destacam. Proporcionam uma limpeza rápida e sem água que mantém o teu cão fresco entre banhos completos. Muitos tutores consideram-nas especialmente úteis depois dos passeios ou de brincadeiras na lama.
Como são hipoalergénicas, podes utilizá-las com segurança em zonas sensíveis, como a parte exterior das orelhas, as pregas da pele ou até o focinho. Estas áreas são propensas à proliferação de bactérias e leveduras, causas comuns do mau odor.
Ao contrário das toalhitas perfumadas, que se limitam a disfarçar o cheiro, as toalhitas Pogi's não têm fragrâncias, álcool nem parabenos, o que as torna seguras até para cães com alergias.
As toalhitas Pogi's são suaves para a pele. Produzidas com um tecido espesso e texturado, agradam aos tutores que se preocupam tanto com a saúde do cão como com o ambiente. Uma rotina simples de limpar as patas do teu cão depois de um passeio ou o focinho depois das refeições impede a acumulação de odores e ajuda a manter a tua casa fresca.
2. Escovagem regular
Pensa na escovagem como o botão de reiniciar diário do teu cão. Para além de deixar o pelo brilhante, elimina aquilo que fica escondido e realmente faz um cão cheirar mal: saliva seca, pólen, pelo solto e pele morta que ficam presos sob a superfície. Quando tudo isto permanece demasiado tempo, cria um tipo de odor que os banhos, por si só, não conseguem eliminar.
A escovagem também mantém o equilíbrio da pele ao distribuir uniformemente os óleos naturais. Em vez de se acumularem em zonas oleosas que libertam um cheiro a mofo, esses óleos revestem o pelo de forma mais saudável.
As raças de pelo comprido e pelagem dupla, como Golden Retrievers ou Huskies, costumam precisar de sessões diárias, enquanto cães de pelo mais curto, como os Beagles, podem manter-se frescos com uma escovagem semanal.
A escova escolhida também faz diferença. As escovas cardadoras deslizam pelo pelo mais comprido, as escovas de borracha são ótimas para pelo curto e as ferramentas de remoção de pelo morto ajudam durante as épocas de muda intensa. Escolher a ferramenta certa torna a escovagem mais rápida, fácil e eficaz.
E o melhor de tudo é que escovar não é apenas uma tarefa. É um momento de ligação. Muitos cães relaxam durante o processo e passam a encará-lo como um momento tranquilo pelo qual anseiam. Essa ligação torna os banhos ou as consultas veterinárias futuras menos stressantes e evita que o controlo dos odores pareça uma batalha.
3. Dá-lhe banho com um champô medicamentoso ou desodorizante

Poucas coisas deixam um cão tão fresco como um banho, mas o champô certo pode fazer toda a diferença entre uma solução temporária e um controlo duradouro dos odores. Quando o teu cão enfrenta leveduras, dermatite ou irritação causada por pulgas, um sabonete comum não será suficiente.
Os champôs medicamentosos com ingredientes como clorexidina ou cetoconazol foram concebidos para atuar na origem destes problemas, eliminando o cheiro ao tratar a própria afeção.
É importante lembrar que nem todos os champôs são iguais. As fragrâncias intensas podem encobrir os odores durante pouco tempo, mas nada fazem para combater as bactérias ou leveduras que os causam. Um champô desodorizante adequado neutraliza esses odores em vez de os esconder, deixando o pelo do teu cão mais limpo e fresco.
A frequência também é importante. Dar banhos com demasiada frequência pode remover os óleos naturais que protegem a pele, deixando-a seca, com comichão e mais propensa a odores. Para a maioria dos cães, o ideal é um banho a cada três ou quatro semanas, embora o veterinário possa orientar-te se o teu animal tiver necessidades específicas.
Depois do banho, o processo de secagem é tão importante como a própria lavagem. As zonas húmidas debaixo das orelhas, nas pregas da pele ou entre os dedos criam um ambiente propício à proliferação de bactérias causadoras de odores.
Dedicar mais alguns minutos a secá-lo cuidadosamente ajuda a evitar que o cheiro a mofo regresse. Para um reforço adicional, um condicionador sem enxaguamento ou um spray ligeiro para cães pode reter a hidratação e manter o teu cão com um aroma agradável durante mais tempo.
4. Limpa os ouvidos
Os ouvidos de um cão podem ser a origem escondida de alguns dos odores mais intensos. Quando as bactérias e leveduras se acumulam dentro do canal auditivo, produzem o clássico cheiro a mofo ou a queijo que muitos tutores reconhecem de imediato.
As raças de orelhas caídas, como Spaniels e Basset Hounds, são especialmente propensas porque as orelhas retêm calor e humidade, criando o ambiente perfeito para infeções.
Pode ser tentador recorrer a remédios caseiros, mas substâncias agressivas como vinagre ou álcool podem fazer mais mal do que bem. Em vez disso, escolhe um produto de limpeza auricular aprovado por veterinários, com ingredientes como cetoconazol para controlar as leveduras ou hidrocortisona para acalmar a inflamação. Estas soluções foram concebidas para combater o odor na origem e, ao mesmo tempo, proteger o ouvido de irritações.
A técnica de limpeza é tão importante como o produto utilizado. Deves deitar suavemente a solução no canal auditivo e massajar ligeiramente a base do ouvido para soltar os resíduos. Deixa o teu cão abanar a cabeça naturalmente e limpa depois os resíduos da parte exterior da orelha com um disco de algodão.
Evita introduzir cotonetes profundamente no canal auditivo, pois podem empurrar os resíduos ainda mais para dentro ou até danificar o tímpano.
Os cuidados regulares com os ouvidos não só previnem infeções, como também reduzem uma das causas mais comuns de odor persistente nos cães. Incluir este hábito na tua rotina pode poupar tanto o teu animal como a tua casa a cheiros desagradáveis.
5. Escova os dentes ou utiliza produtos dentários de mastigar

O mau hálito é uma das queixas mais comuns entre os tutores de cães e costuma começar com uma higiene oral deficiente. A placa bacteriana pode começar a formar-se nos dentes de um cão em apenas dois dias. Se não for removida, endurece e transforma-se em tártaro, que irrita as gengivas e pode causar infeções, pus e aquele odor desagradável inconfundível. Com o tempo, a doença dentária não tratada torna-se uma das maiores fontes de odor canino persistente.
A escovagem continua a ser o método de referência para manter a boca do teu cão limpa. Utilizar uma escova de dentes com uma pasta dentífrica segura para animais ajuda a remover a placa antes que endureça.
Mas a escovagem nem sempre é fácil, sobretudo com cães que não gostam que lhes mexam na boca. Para esses animais, alternativas como produtos dentários enzimáticos de mastigar, aditivos para a água ou toalhitas dentárias podem fazer uma diferença visível no controlo do odor, continuando a promover a saúde oral.
A frequência é tão importante como o método. Escovar três a quatro vezes por semana ajuda, mas a escovagem diária é a forma mais eficaz de manter os dentes e as gengivas do teu cão em bom estado. Os cuidados consistentes não só previnem o mau hálito, como também reduzem o risco de doença das gengivas e outros problemas dentários.
Também é importante lembrar que o mau hálito crónico nem sempre tem origem na boca. Problemas como diabetes ou doença renal podem alterar o odor natural de um cão. Se a escovagem e os produtos de mastigar não melhorarem o cheiro, está na altura de falares com o veterinário para excluir problemas de saúde mais profundos.
6. Esvazia as glândulas anais (se necessário)
Aquele cheiro intenso a peixe que muitos tutores notam vem frequentemente das glândulas anais. Normalmente, estes pequenos sacos libertam líquido de forma natural durante a defecação. Quando ficam obstruídos ou infetados, o líquido acumula-se e produz um odor forte e desagradável que nenhum banho consegue eliminar.
Os cães costumam dar sinais claros quando algo está errado. Arrastar o rabo pelo chão, lamber excessivamente a zona junto à cauda ou começar subitamente a cheirar a peixe são sinais de que as glândulas podem precisar de atenção. Ignorar estes comportamentos pode causar mais dor e aumentar o risco de infeção.
Embora seja possível esvaziar as glândulas anais em casa, isso não é recomendado sem formação. Aplicar demasiada pressão ou utilizar uma técnica incorreta pode lesionar a zona ou até provocar a rutura da glândula. A maioria dos tutores considera mais seguro e eficaz deixar o procedimento a cargo de um profissional de cuidados de higiene ou de um veterinário.
Se o teu cão parece ter predisposição para problemas nas glândulas anais, é boa ideia falares sobre isso com o veterinário durante as consultas de rotina. Este poderá explicar-te se o esvaziamento regular é necessário para a raça do teu cão ou se ajustes na alimentação podem ajudar a reduzir o problema. Esta medida preventiva evita o regresso do odor a peixe e mantém o teu patudo mais confortável.
7. Lava a cama, os brinquedos e as coleiras
Até o cão mais limpo voltará a cheirar mal se os seus objetos permanecerem sujos. A cama, os brinquedos e as coleiras acumulam saliva, oleosidade da pele e bactérias ao longo do tempo e, quando estes objetos começam a reter odores, o teu cão volta a transferi-los para o pelo acabado de lavar.
Um cheiro a mofo persistente em casa vem muitas vezes destas fontes esquecidas, e não do próprio cão.
A lavagem regular faz uma grande diferença. A cama deve ser lavada pelo menos uma vez por semana para remover a acumulação responsável pelos odores. Os brinquedos podem ser lavados de duas em duas semanas, sobretudo se o teu cão os mastigar ou lamber com frequência. As coleiras e os peitorais também precisam de atenção; uma lavagem mensal mantém-nos livres das bactérias e da sujidade que passam para o pelo.
Escolhe os produtos com cuidado. Os detergentes sem fragrâncias e seguros para animais são a melhor opção, pois os químicos agressivos ou amaciadores podem irritar a pele do teu cão e agravar problemas cutâneos existentes.
Alternar entre dois conjuntos de cama ou utilizar opções fáceis de lavar, como capas de algodão e brinquedos de borracha, torna a rotina de limpeza mais fácil de gerir. Com cuidados consistentes, o teu cão mantém-se fresco durante mais tempo e a casa fica livre daquele odor canino persistente.
Verifica se existem causas médicas
Se o teu cão continuar a cheirar mal depois dos banhos, da escovagem e da limpeza com toalhitas, talvez o odor não esteja relacionado com a higiene. Alguns problemas médicos alteram o cheiro natural do cão de formas muito percetíveis.
A diabetes pode deixar um cheiro doce no hálito, a doença renal costuma provocar um odor semelhante a amoníaco e as doenças crónicas da pele podem libertar um cheiro azedo ou rançoso. Estes problemas não se resolvem com um champô melhor; exigem cuidados profissionais.
É aqui que o veterinário se torna essencial. Consoante os sintomas, pode recomendar raspagens cutâneas para detetar infeções, testes de alergia para descobrir os fatores desencadeantes ou análises ao sangue para avaliar a função da tiroide e do sistema digestivo. Estes exames fornecem respostas que os remédios caseiros nunca conseguem dar.
Uma forma simples de ajudar é registares os momentos em que o odor é mais intenso. Agrava-se depois das refeições, durante a muda sazonal ou apenas com tempo húmido? Partilhar estes pormenores fornece pistas úteis ao veterinário e acelera o processo de encontrar uma solução.
Identificar e tratar a causa médica não só elimina o cheiro, como também protege a saúde do teu cão a longo prazo.
Mantém o teu cão fresco (e feliz)
Viver com um cão malcheiroso não tem de ser a tua realidade diária. A maioria dos odores tem uma causa clara, quer sejam problemas dentários, infeções dos ouvidos ou simplesmente uma brincadeira na lama. Depois de descobrires a origem, controlar o cheiro torna-se muito mais fácil do que tentar disfarçá-lo continuamente com sprays ou velas.
A frescura nasce de pequenos hábitos consistentes. A escovagem regular, rotinas de banho bem planeadas e uma cama limpa ajudam muito a manter o teu patudo confortável. Acrescentar passos simples, como limpar as patas depois dos passeios ou refrescar a zona do focinho após as refeições, faz uma grande diferença. As Toalhitas para cães Pogi's tornam esta tarefa muito simples. São seguras para utilização diária e suaves para a pele sensível, o que significa que o teu animal fica feliz e tu ficas de consciência tranquila.
Se os odores parecerem persistentes ou invulgares, uma consulta rápida com o veterinário pode excluir problemas de saúde e manter o teu cão em excelente forma. Com a combinação certa de cuidados, limpeza e atenção, o teu companheiro canino não só terá bom aspeto, como também cheirará bem.
Mantém os mimos agradáveis, sem maus cheiros. Compra hoje as Toalhitas para cães Pogi's e terás menos uma preocupação com o “cheiro a cão”.
Perguntas frequentes
Porque é que o meu cão continua a cheirar mal depois do banho?
Se o teu cão cheira mal mesmo depois do banho, o problema costuma ir além da sujidade superficial. As causas comuns incluem infeções da pele, problemas nos ouvidos ou glândulas anais obstruídas. Por vezes, o odor vem de uma infeção por leveduras ou de uma doença dentária, e não do próprio pelo. Nem mesmo um banho recente consegue disfarçar bactérias ou um problema de saúde subjacente. Se o cheiro regressar rapidamente, poderá ser altura de consultar um veterinário para excluir problemas cutâneos ou médicos mais profundos.
Algumas raças podem ter naturalmente um cheiro mais intenso do que outras?
Sim, alguns companheiros caninos são mais propensos ao mau odor devido à sua constituição. Os cães com pregas na pele, como os Bulldogs, desenvolvem frequentemente um cheiro a mofo porque a humidade e as bactérias ficam retidas entre as rugas. As orelhas caídas de raças como os Cocker Spaniels aumentam a probabilidade de infeções dos ouvidos que produzem um odor semelhante a queijo. Os cães com pelagem dupla também podem manter o cheiro a cão molhado durante mais tempo porque o pelo denso retém humidade. A limpeza regular e os cuidados de higiene habituais ajudam a manter estas raças frescas.
Com que frequência devo utilizar toalhitas para cães?
As toalhitas para cães são seguras para utilização diária, sobretudo se o teu patudo acumular frequentemente sujidade, pólen ou baba na pele e no pelo. Limpar as patas depois dos passeios, a barriga após brincadeiras na lama ou refrescar as pregas da pele evita que as bactérias provoquem um odor desagradável. As toalhitas hipoalergénicas, como as da Pogi's, podem até ser utilizadas em redor de zonas sensíveis, como as orelhas e o focinho. As limpezas frequentes com toalhitas controlam o odor entre banhos e reduzem a acumulação que faz um cão cheirar tão mal.
O mau cheiro de um cão pode ser sinal de doença?
Um odor persistente pode ser mais do que um simples problema de higiene. A diabetes pode deixar um cheiro doce no hálito, a doença renal pode causar um odor semelhante a amoníaco e a doença das gengivas costuma provocar mau hálito crónico. Se o teu cão tiver mau odor apesar dos banhos e limpezas frequentes com toalhitas, poderá existir um problema de saúde subjacente. Problemas como doença dentária, infeções dos ouvidos ou até perturbações metabólicas devem ser avaliados por um veterinário para proteger tanto a frescura como a saúde a longo prazo.
As alergias fazem os cães cheirar mal?
Sim, as alergias são uma causa comum do mau cheiro nos cães. As sensibilidades alimentares ou os fatores ambientais podem enfraquecer a barreira cutânea, causando infeções, pelo oleoso ou um cheiro a mofo. Os cães com alergias crónicas também podem coçar-se e lamber-se mais, o que espalha bactérias e cria um odor desagradável. Se a pele do teu cão apresentar vermelhidão, descamação ou irritação juntamente com mau cheiro, as alergias podem ser as culpadas. Um veterinário pode ajudar a identificar a origem e recomendar tratamentos para controlar tanto os sintomas como o odor.
Para a frescura diária
Entre banhos, uma limpeza rápida com toalhitas mantém o odor sob controlo. As Toalhitas para cães Pogi's são à base de água, não têm fragrância e são suficientemente suaves para utilização diária, das patas ao focinho.
Cão malcheiroso: perguntas frequentes
Porque é que o meu cão cheira tão mal?
As causas comuns incluem a acumulação de oleosidade e sujidade no pelo, pelo húmido, orelhas, patas ou pregas da pele sujas, problemas nas glândulas anais ou problemas dentários. Uma limpeza regular com toalhitas elimina o odor superficial, enquanto um cheiro que não desaparece pode indicar algo que deve ser avaliado por um veterinário.
Como posso fazer com que o meu cão cheire melhor entre banhos?
Limpa-o com uma toalhita para cães, concentrando-te no pelo, nas patas e na zona traseira, mantém a cama limpa e seca-o bem depois dos passeios. Os banhos frequentes podem secar a pele, pelo que as toalhitas são uma opção mais suave entre banhos.
Com que frequência devo dar banho ao meu cão?
Para a maioria dos cães, um banho a cada poucas semanas ou poucos meses é adequado, consoante o pelo e o nível de atividade. Os banhos excessivos removem os óleos naturais, por isso utiliza toalhitas para o refrescar rapidamente nos intervalos.
Porque é que o meu cão continua a cheirar mal depois do banho?
Se o odor regressar depressa, a origem pode estar nos ouvidos, nas glândulas anais, nas pregas da pele ou num problema cutâneo, e não no próprio pelo. Um veterinário pode ajudar a identificar a causa.
Que parte de um cão costuma cheirar mais?
Muitas vezes, são os ouvidos, as patas, a boca e a zona traseira. As patas, em particular, acumulam odores do exterior, pelo que uma limpeza rápida depois dos passeios faz uma diferença visível.
Posso utilizar toalhitas para bebé para limpar o meu cão malcheiroso?
Uma toalhita específica para cães é a melhor opção, pois as toalhitas para bebé podem conter ingredientes que não foram concebidos para animais que se lambem depois.
Como elimino o odor do meu cão?
Limpa-o com uma toalhita para cães, concentrando-te no pelo, nas patas e na zona traseira, mantém a cama limpa e seca-o bem depois dos passeios. Se o cheiro continuar a regressar, pede ao veterinário que examine os ouvidos, a pele e as glândulas anais.
O que significa quando um cão tem um odor intenso?
Um odor intenso costuma significar acumulação no pelo ou na pele, pelo húmido ou um problema nos ouvidos, nas glândulas anais ou nos dentes. Se uma limpeza com toalhitas e uma cama lavada não resolverem o problema, vale a pena consultar um veterinário.
Como elimino o cheiro a levedura do meu cão?
Um cheiro a levedura ou a mofo vem frequentemente da humidade retida nas pregas da pele, nos ouvidos ou nas patas. Mantém essas zonas limpas e secas e consulta o veterinário, pois esse odor pode indicar um problema de pele ou dos ouvidos que necessita de tratamento.



